Por que sempre abaixo a cabeça diante da dor?
Eu devia era erguê-la, isso sim! E agradecer a Deus por sentir.
Valha-me!, pois quantos "humanos sem sentidos" vejo viver.
Com instintos animais, somente se contentam em passar pela vida, sem plenamente vivê-la.
É a dor, sempre ela, me mostrando o quanto a vida vive em mim.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Oi nostalgia
Oi, nostalgia...
Você nunca vem, nunca aparece.
E agora, aqui, fazendo meus pelos eriçar com aquela música velha.
Justamente a música que diz "Welcome Home", o único lugar na face da terra que é meu no meu mundo de papel e luzes coloridas.
Sou muito welcome e eu sei. Para a minha nostalgia. A minha, a minha...a mim.
Você nunca vem, nunca aparece.
E agora, aqui, fazendo meus pelos eriçar com aquela música velha.
Justamente a música que diz "Welcome Home", o único lugar na face da terra que é meu no meu mundo de papel e luzes coloridas.
Sou muito welcome e eu sei. Para a minha nostalgia. A minha, a minha...a mim.
sábado, 14 de julho de 2012
Quero me fechar
Quero me fechar
Trancar minhas portas e janelas
Pra ninguém mais entrar
Pra ninguém mais me usar.
Mas eu sou usável...
porque minha vida é,
sempre tem sido
para os outros.
Outros, que são maus inquilinos.
Entram, bagunçam e vão embora.
Quero me fechar
Pra ninguém mais me usar.
Oh, se eu pudesse me amar mais...
Trancar minhas portas e janelas
Pra ninguém mais entrar
Pra ninguém mais me usar.
Mas eu sou usável...
porque minha vida é,
sempre tem sido
para os outros.
Outros, que são maus inquilinos.
Entram, bagunçam e vão embora.
Quero me fechar
Pra ninguém mais me usar.
Oh, se eu pudesse me amar mais...
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Claridade
É tanta luz, tanto brilho que meus olhos queimam.
Se fosse tão simples andar nesse caminho de raios iridescentes como é para mim tropeçar e cair em trevas,
Confesso que ficaria ao chão, apenas olhando para cima, contemplando o firmamento.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Before we all burn
Antes que tudo e todos se queimassem, antes que o fogo levasse todas as lembranças embora, eu guardei um retrato e um caderno junto ao peito, sorri e vivi eterna.
Antes que o fogo levasse tudo embora.
Before we all burn.
domingo, 22 de abril de 2012
Ego/eu
Eu prefiro uma canção à um adeus...
E prefiro o eu ao você.
Mas me iluda, me faça dormir e sonhar.
A questão é que eu sou egoísta demais
Se eu prefiro o eu, não vou deixar você ir
E o meu eu quer a ilusão que você traz...
----------
Com vontade de comer um chocolate ;D
E prefiro o eu ao você.
Mas me iluda, me faça dormir e sonhar.
A questão é que eu sou egoísta demais
Se eu prefiro o eu, não vou deixar você ir
E o meu eu quer a ilusão que você traz...
----------
Com vontade de comer um chocolate ;D
quinta-feira, 19 de abril de 2012
A pequena boêmia
Eu não sei o nome dela, mas me lembro muito bem de como ela era.
Quando entrava no bar, pouco chamava a atenção para si. Aliás, muitas vezes ninguém a notava. Nem eu.
Mas era sempre a mesma. Baixa estatura. Talvez 1m 60cm, não sei ao certo. Sempre de camisa branca, gola exemplarmente engomada. Cabelo preso num rabo de cavalo. Dava pra perceber que tinha cabelos longos e bonitos. Franja e óculos. Para mim, não era o perfil das bêbadas que costumava encontrar. Mas ela tinha umas olheiras singulares. Talvez fosse a bebida.
Se eu ficasse sóbrio talvez pudesse penetrar anonimamente a mente da pequena boêmia.
Por que ela estava ali? Ah! Eu sabia o porquê eu estava. Eu era um fracasso. Todos sabiam. Emprego ruim, família desfeita, dívidas, falta de amor-próprio e qualquer outra desculpa que talvez eu encontrasse para estar ali bebendo ou melhor "chorando as mágoas". Mas e ela? Tão pequena e linda...
Ela não falava alto como as mulheres nas mesas ao lado. Ela simplesmente se sentava junto ao balcão perto da juke box, bem ali, onde tinha umas luzes azuis. Ali, ela ficava prateada. Parecia sobrenatural... Pedia sempre a mesma bebida, que eu não sei o que era. Demorava-se a dar o primeiro gole. E ficava ali a noite toda, aquela pequena boêmia...
Então formulei uma teoria para sua bebedeira. Ela deveria saber demais do mundo para ficar sóbria e enfrentar a realidade. Ser bonita e pequena não bastava a ela. Que injustiça o mundo reservara àquele ser infantil e belo?
Sabe o que ela não sabia? Que já sabia demais.
Quando entrava no bar, pouco chamava a atenção para si. Aliás, muitas vezes ninguém a notava. Nem eu.
Mas era sempre a mesma. Baixa estatura. Talvez 1m 60cm, não sei ao certo. Sempre de camisa branca, gola exemplarmente engomada. Cabelo preso num rabo de cavalo. Dava pra perceber que tinha cabelos longos e bonitos. Franja e óculos. Para mim, não era o perfil das bêbadas que costumava encontrar. Mas ela tinha umas olheiras singulares. Talvez fosse a bebida.
Se eu ficasse sóbrio talvez pudesse penetrar anonimamente a mente da pequena boêmia.
Por que ela estava ali? Ah! Eu sabia o porquê eu estava. Eu era um fracasso. Todos sabiam. Emprego ruim, família desfeita, dívidas, falta de amor-próprio e qualquer outra desculpa que talvez eu encontrasse para estar ali bebendo ou melhor "chorando as mágoas". Mas e ela? Tão pequena e linda...
Ela não falava alto como as mulheres nas mesas ao lado. Ela simplesmente se sentava junto ao balcão perto da juke box, bem ali, onde tinha umas luzes azuis. Ali, ela ficava prateada. Parecia sobrenatural... Pedia sempre a mesma bebida, que eu não sei o que era. Demorava-se a dar o primeiro gole. E ficava ali a noite toda, aquela pequena boêmia...
Então formulei uma teoria para sua bebedeira. Ela deveria saber demais do mundo para ficar sóbria e enfrentar a realidade. Ser bonita e pequena não bastava a ela. Que injustiça o mundo reservara àquele ser infantil e belo?
Sabe o que ela não sabia? Que já sabia demais.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Águas de março
As águas de março fechando o verão
Levando embora minhas promessas de vida.
Fechando o verão e deixando em vida
Minhas promessas.
Viva às águas de março!
Que me deixam em promessas e vida!
Levando embora minhas promessas de vida.
Fechando o verão e deixando em vida
Minhas promessas.
Viva às águas de março!
Que me deixam em promessas e vida!
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terça-feira, 20 de março de 2012
Chuva e sol
O dia em que ela não conseguia discernir o que esperar.
Se chovesse leria seu autor favorito, vendo a chuva da varanda.
Se fizesse sol, ela usaria o vestido mais florido e cuidaria das abelhas.
Às sete horas, no entanto, quando abriu os olhos com a claridade, Anita viu chuva. E sol.
O mais brilhante dos sois. A mais brilhante das chuvas. Tinha um diamante e um arco-íris em cada gota. E parecia que caíam em "câmera lenta".
Ah, hoje, é um dia indiscernível! A confusão tomou conta do coração de Anita.
Ela amava a chuva e seu tilintar. Amava o sol e suas cores.
Mas agora, ela não tinha nenhum dos dois. Então voltou a dormir.
Se chovesse leria seu autor favorito, vendo a chuva da varanda.
Se fizesse sol, ela usaria o vestido mais florido e cuidaria das abelhas.
Às sete horas, no entanto, quando abriu os olhos com a claridade, Anita viu chuva. E sol.
O mais brilhante dos sois. A mais brilhante das chuvas. Tinha um diamante e um arco-íris em cada gota. E parecia que caíam em "câmera lenta".
Ah, hoje, é um dia indiscernível! A confusão tomou conta do coração de Anita.
Ela amava a chuva e seu tilintar. Amava o sol e suas cores.
Mas agora, ela não tinha nenhum dos dois. Então voltou a dormir.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Amor finito (parte I)
É tanto você, você e você
Que não existe mais eu.
Ou será que se fundem
o seu egoísmo e minha insanidade?
Louca de aceitar o você
Esquecendo-se do eu.
É tanto você, você e você
Que perco a identidade.
Que não existe mais eu.
Ou será que se fundem
o seu egoísmo e minha insanidade?
Louca de aceitar o você
Esquecendo-se do eu.
É tanto você, você e você
Que perco a identidade.
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Saudades
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Quem?
"aquela pessoa que te deixa sem chão, que te leva pro céu com um sorriso, que deixa seu mundo todo colorido, que te faz cantar e sorrir para os estranhos na rua, que te leva ao Paraíso com o som da sua voz, que te faz procurar arco-íris em dias de chuva, que te rouba de você mesmo só para te fazer feliz."
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Belo céu de cinza dia
Belo céu de cinza dia!
Que belo céu cinza!
Chuva? Não me importo com ela, agora concentro-me no cinza.
Quis muitos amarelos, muitos alaranjados e até os vermelhos, mas agora basta-me contemplar o cinza.
Eu nunca o vejo à noite, no noturno ele é tão negro, por isso sua beleza, só pode ser apreciada em dias, dias de dia e não de noite, quando o amarelo se vai, o azul se esconde e tudo tem aquele tom nostálgico.
Aquele som de cinza que lembra, biscoitos com leite, que te fazem ver de novo, como um filme em flashes, a infância, desenhos animados na TV, enquanto você está envolto numa proteção de cobertor, calor e mãe.
Em belos dias cinzas, o verde também fica diferente. Acho que ele para. Para de se mover, só para se render ao cinza, e se este quiser, o verde se curva, se prostra, saudoso.
Eu não disse que o cinza é feliz, ou que me deixa feliz. Disse: é belo.
E o é, de fato. Há muita beleza em se remeter ao triste, pois as lembranças, as dores, os temores, as aflições, tudo que nos faz chorar e que nos faz sentir, nos lembra o quanto somos humanos e não há nada mais belo que "Ser humano".
Belo dia de céu cinza...
Belo céu de cinza dia...
Que belo céu cinza!
Chuva? Não me importo com ela, agora concentro-me no cinza.
Quis muitos amarelos, muitos alaranjados e até os vermelhos, mas agora basta-me contemplar o cinza.
Eu nunca o vejo à noite, no noturno ele é tão negro, por isso sua beleza, só pode ser apreciada em dias, dias de dia e não de noite, quando o amarelo se vai, o azul se esconde e tudo tem aquele tom nostálgico.
Aquele som de cinza que lembra, biscoitos com leite, que te fazem ver de novo, como um filme em flashes, a infância, desenhos animados na TV, enquanto você está envolto numa proteção de cobertor, calor e mãe.
Em belos dias cinzas, o verde também fica diferente. Acho que ele para. Para de se mover, só para se render ao cinza, e se este quiser, o verde se curva, se prostra, saudoso.
Eu não disse que o cinza é feliz, ou que me deixa feliz. Disse: é belo.
E o é, de fato. Há muita beleza em se remeter ao triste, pois as lembranças, as dores, os temores, as aflições, tudo que nos faz chorar e que nos faz sentir, nos lembra o quanto somos humanos e não há nada mais belo que "Ser humano".
Belo dia de céu cinza...
Belo céu de cinza dia...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
sábado, 11 de dezembro de 2010
O todo inteiro
Ao leão, à fera, a carne
Ao homem sangrando, a arte
Ao todo inteiro, uma parte
Ao menino, o palhaço
À mãe, apertado abraço
Ao todo inteiro, um pedaço
Às gaivotas, liberdade
Aos amores, doce saudade
Mas ao todo inteiro, a metade
Ao culpado o julgamento
À ferida, a cura do tempo
Ao todo inteiro, o tormento.
Ao homem sangrando, a arte
Ao todo inteiro, uma parte
Ao menino, o palhaço
À mãe, apertado abraço
Ao todo inteiro, um pedaço
Às gaivotas, liberdade
Aos amores, doce saudade
Mas ao todo inteiro, a metade
Ao culpado o julgamento
À ferida, a cura do tempo
Ao todo inteiro, o tormento.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Saudades
Nas definições de minha mente.
Por que não há a palavra Saudades no Inglês?
Será que é porque não há uma definição exata pra ela?
Não sei também. Então, alheia às definições do "Aurélio".
Nas definições de minha mente.
Às vezes, o peito dói. Um aperto. Um nó na garganta.
Lembranças de um dia, uma hora, um momento feliz.
Revive-se a felicidade na mente.
Abre os olhos. Sente falta.
Não há nada aqui.
Só a lembrança.
Então dói.
Às vezes, nem se sente.
Eu digo: estou com saudades.
Mas não estou. Ou estou?
Eu não sei. Sinto falta. Isso é ter saudades?
Se for, sinto. Sinto saudades.
Do tempo que foi. Sempre.
Sempre terei saudades.
Afinal, abro os olhos depois de lembrar.
Eis! Não está aqui! Passou.
Fica a saudade.
Saudade futura. Sei que tenho.
Mas logo não terei, logo não verei.
Mesmo que ainda aqui já sinto saudades.
E agora como defini-la então?
Nas definições de minha mente.
O passado, os amigos, os amores.
Os gostos, os cheiros, as músicas.
Os gestos, os sorrisos, as birras.
Tudo que me fez sentir, me fez inspirar e expirar,
Agora está pra trás e prestes a ficar para trás.
Então, nas definições de minha mente.
Apenas digo que sinto saudades.
Por que não há a palavra Saudades no Inglês?
Será que é porque não há uma definição exata pra ela?
Não sei também. Então, alheia às definições do "Aurélio".
Nas definições de minha mente.
Às vezes, o peito dói. Um aperto. Um nó na garganta.
Lembranças de um dia, uma hora, um momento feliz.
Revive-se a felicidade na mente.
Abre os olhos. Sente falta.
Não há nada aqui.
Só a lembrança.
Então dói.
Às vezes, nem se sente.
Eu digo: estou com saudades.
Mas não estou. Ou estou?
Eu não sei. Sinto falta. Isso é ter saudades?
Se for, sinto. Sinto saudades.
Do tempo que foi. Sempre.
Sempre terei saudades.
Afinal, abro os olhos depois de lembrar.
Eis! Não está aqui! Passou.
Fica a saudade.
Saudade futura. Sei que tenho.
Mas logo não terei, logo não verei.
Mesmo que ainda aqui já sinto saudades.
E agora como defini-la então?
Nas definições de minha mente.
O passado, os amigos, os amores.
Os gostos, os cheiros, as músicas.
Os gestos, os sorrisos, as birras.
Tudo que me fez sentir, me fez inspirar e expirar,
Agora está pra trás e prestes a ficar para trás.
Então, nas definições de minha mente.
Apenas digo que sinto saudades.
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Tempo
domingo, 22 de agosto de 2010
Absolem
Eu acho que seriam azuis as suas asas
Eu quis acreditar nisso
Como o céu pelo qual ela nunca voou
Como a flor silvestre que nunca beijou
Eu nunca a vi voar.
Mas fico feliz por ela ter visto o sol.
Será que suas asas seriam azuis?
Eu quis acreditar nisso
Como o céu pelo qual ela nunca voou
Como a flor silvestre que nunca beijou
Eu nunca a vi voar.
Mas fico feliz por ela ter visto o sol.
Será que suas asas seriam azuis?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O picolezeiro!
Hey! Passando de ônibus por uma das praças mais antigas da cidade, vi uma figura familiar sentada junto ao seu carrinho colorido de picolé!
Eu comecei a relembrar a época em que eu costumava correr atrás desse homem, com minhas moedinhas na mão! Às vezes, meus primos e eu ficávamos perturbando o "moço do picolé" apertando a buzininha que era um verdadeiro chamativo de crianças.
Eu comprava picolés dele quando estava na casa da minha vó. Ele passava todos os dias lá.
Descobri com certa nostalgia que ele ainda passa todos os dias por lá...sou eu que não estou lá...pra correr atrás dele pedindo um picolé de R$ 0,30 (se é que ainda existe um picolé tão baratinho rsrs)
Naquela época as tardes eram mais longas, recheadas de brincadeiras. E estavam todos lá: Lili, Gugu, Toberal, Muna, Rafa, Jojo ou Donta (apelidos carinhosos daqueles que corriam as ruas de cascalho, que agora já são adultos e nem sei se ainda tomam picolé =/ )
Mas esses dias, estava sentada na varanda da casa dos meus avós, conversando com a filha da minha prima, uma princesinha que agora tem 9 anos. De repente ouvimos a buzina que logo reconhecemos e saímos correndo pra dentro de casa atrás das moedas que pudéssemos encontrar, perguntando qual sabor era o preferido do vô....
Com o rosto e língua "melecados" e vermelhos de groselha, eu sorri pra ela e disse assim:
-Sabia que esse moço (que agora é um velho senhor) era o nosso picolezeiro quando éramos crianças? Quando eu tinha a sua idade, ele já passava por aqui....
Além da saudade dos tempos em que estar na casa dos meus avós, brincando com meus primos, correndo atrás de alguma coisa qualquer, ou do picolezeiro, fiquei pensando, enquanto seguia o resto do meu trajeto no ônibus até a faculdade: por que ele ainda é picolezeiro? Será que ele nunca quis fazer nada diferente? Por que ele não arruma um "emprego de verdade"? Será que ele gosta? Ou será que ele lava dinheiro vendendo picolé com dinheiro de tráfico? kkkkk eu realmente não sei! A verdade é que ele está lá todos os dias. Eu nunca conversei com ele e eu nem sei o nome dele. Será seu Zé? João? Vai saber...pra sempre ele será o picolezeiro, o moço do picolé!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Falta tanta sobra...
Queria ter sorrisos de sobra,
Uns pra mim, uns pra você, uns pra quem quisesse.
Queria ter tempo de sobra,
Assim tudo se realizaria, bastaria só esperar!
Queria ter amigos de sobra,
Quando algum se esquecesse, outro lembraria!
Queria ter lágrimas de sobra,
Pra chorar quando alguém chorasse...
Queria ter dinheiro de sobra,
O que ele comprasse eu teria!
Queria ter sarcasmo e ironia de sobra,
Acho que assim conseguiria ser mais realista!
Queria ter noites de sono de sobra,
Assim te encontraria mais vezes!
Queria ter você de sobra,
Daí não sentiria tanto sua falta!
Uns pra mim, uns pra você, uns pra quem quisesse.
Queria ter tempo de sobra,
Assim tudo se realizaria, bastaria só esperar!
Queria ter amigos de sobra,
Quando algum se esquecesse, outro lembraria!
Queria ter lágrimas de sobra,
Pra chorar quando alguém chorasse...
Queria ter dinheiro de sobra,
O que ele comprasse eu teria!
Queria ter sarcasmo e ironia de sobra,
Acho que assim conseguiria ser mais realista!
Queria ter noites de sono de sobra,
Assim te encontraria mais vezes!
Queria ter você de sobra,
Daí não sentiria tanto sua falta!
enquanto me falta a sobra disso tudo,
me sobra a percepção de que seguirei
sentindo que poderia sorrir mais, chorar mais,
ter mais dinheiro, sonhar menos ou sonhar mais,
realizar mais!
Temo a sobra de percepção de que sobra tanta falta de você!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Overdose de cansaço
Aproveito a overdose de cansaço pra dizer coisas que não diria acordada.
Quem me julgará? Agora que digo o que me vem à cabeça, quem me condenará?
É a sexta ou sétima vez que ouço a mesma música, nem sei por quê!
Na verdade eu queria estar narrando tudo vindo de um sonho...porque assim eu estaria dormindo e descansando.
Mas meu status de overdose de cansaço me faz pensar e imaginar e minha cabeça não para um só instante de pensar e visualizar coisas bizarras, como quando vi um jacaré entrando pela janela do meu quarto!
Mas hoje eu viajei, estou numa terra que nunca vi! O amarelo do trigo é dourado nos campos e são montanhas que se movem, ora cá, ora lá. Elas dançam, na verdade. E há uma árvore. Não uma árvore que ri, mas uma que chora pois suas folhas de tão longas tocam o chão. E eu moro lá. Um túnel secreto cheio de luzes. Coloquei fotos penduradas nos galhos. Não lembro quem eram. Mas assim que entrei no refúgio...bateram asas. Brilharam no alto. Bem alto. Viraram estrelas!
E já estava no mar. Minha casa estava longe....muito longe. Afinal, onde estava minha casa? A árvore que entrelaçava seus cabelos como Rapunzel engolira tudo ao redor, mas os retratos não estavam mais lá. Então, parti. Não era mais meu lar. Não era meu lar.
Agora estou no mar.
Mar salgado pelas lágrimas das estrelas refletidas nele. Mar sem ondas. Sem vento. Não vou pra lugar nenhum. Nunca sairei daqui com minha jangada de palitos de picolé. Era tudo tão ínfimo. Mas as estrelas longínquas estavam ali, bem do meu lado, embora não pudesse tocá-las.
Ah! Pensei num dragão também. Um dragão que cospe gelo. Ele fez um favor. Congelou o mar.
Pena que a brancura do gelo não me deixou mais ver os retratos, as borboletas brilhantes que se tornaram estrelas. Ou talvez, fossem apenas isso: estrelas, pra quem dei rostos, e pendurei achando que poderia perpetuá-las comigo. O dragão me fez o favor. Elas não brilham mais ao meu lado. Eu não as toco. Mas o branco brilha bastante também. Não me queixo.
Assim como o trigo que dourava as montanhas dançantes!
Nas ilusões e viagens da minha mente...poderia eu estar na Lua? Quem sabe...uma pérola azul! Será que posso voltar pra onde vim? Será que posso voltar tudo do começo? Será que posso sempre voltar? Acho que não! A árvore lacrimosa já engoliu tudo ao redor! As montanhas talvez ainda dancem dentro dela, talvez o dragão a congele, mas eu não entro mais lá!
10:45 p.m.
bêbada de sono, ouvindo Beirut e cansada!
Quem me julgará? Agora que digo o que me vem à cabeça, quem me condenará?
É a sexta ou sétima vez que ouço a mesma música, nem sei por quê!
Na verdade eu queria estar narrando tudo vindo de um sonho...porque assim eu estaria dormindo e descansando.
Mas meu status de overdose de cansaço me faz pensar e imaginar e minha cabeça não para um só instante de pensar e visualizar coisas bizarras, como quando vi um jacaré entrando pela janela do meu quarto!
Mas hoje eu viajei, estou numa terra que nunca vi! O amarelo do trigo é dourado nos campos e são montanhas que se movem, ora cá, ora lá. Elas dançam, na verdade. E há uma árvore. Não uma árvore que ri, mas uma que chora pois suas folhas de tão longas tocam o chão. E eu moro lá. Um túnel secreto cheio de luzes. Coloquei fotos penduradas nos galhos. Não lembro quem eram. Mas assim que entrei no refúgio...bateram asas. Brilharam no alto. Bem alto. Viraram estrelas!
E já estava no mar. Minha casa estava longe....muito longe. Afinal, onde estava minha casa? A árvore que entrelaçava seus cabelos como Rapunzel engolira tudo ao redor, mas os retratos não estavam mais lá. Então, parti. Não era mais meu lar. Não era meu lar.
Agora estou no mar.
Mar salgado pelas lágrimas das estrelas refletidas nele. Mar sem ondas. Sem vento. Não vou pra lugar nenhum. Nunca sairei daqui com minha jangada de palitos de picolé. Era tudo tão ínfimo. Mas as estrelas longínquas estavam ali, bem do meu lado, embora não pudesse tocá-las.
Ah! Pensei num dragão também. Um dragão que cospe gelo. Ele fez um favor. Congelou o mar.
Pena que a brancura do gelo não me deixou mais ver os retratos, as borboletas brilhantes que se tornaram estrelas. Ou talvez, fossem apenas isso: estrelas, pra quem dei rostos, e pendurei achando que poderia perpetuá-las comigo. O dragão me fez o favor. Elas não brilham mais ao meu lado. Eu não as toco. Mas o branco brilha bastante também. Não me queixo.
Assim como o trigo que dourava as montanhas dançantes!
Nas ilusões e viagens da minha mente...poderia eu estar na Lua? Quem sabe...uma pérola azul! Será que posso voltar pra onde vim? Será que posso voltar tudo do começo? Será que posso sempre voltar? Acho que não! A árvore lacrimosa já engoliu tudo ao redor! As montanhas talvez ainda dancem dentro dela, talvez o dragão a congele, mas eu não entro mais lá!
10:45 p.m.
bêbada de sono, ouvindo Beirut e cansada!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Quero voltar a fazer uau!
Essa música é muito linda! Ouve aí tá? :D
Eu acho que deveria dizer algumas palavras sobre o que acho dela...mas ela é tão simples! Já diz tudo!
Quero viver as coisas simples da vida! Me maravilhar com as coisas "bobas"!
Quero voltar a fazer uaau!





