O momento que o dia vira noite também é lindo.
domingo, 5 de outubro de 2025
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Eu criei textos pra você me interpretar
Mas você era muito literal
Eu te apresentei o universo da caixinha de música que eu tinha no bolso
E você preferiu o barulho das ruas cheias de caos
Eu te mostrei um caminho que tinha a árvore mais florida no meio
Mas você quis andar pela calçada esburacada
Eu quis te dar da arte e da poesia todas emoções que elas carregam
Mas você era um mundo todo, uma arte à parte
Eu só quis o melhor do mundo todo pra você
E você só entendeu a metade.
quarta-feira, 25 de junho de 2025
A vida é como um jogo infinito que eu não sei as regras
Eu não pedi para jogar
Simplesmente fui jogada nessa arena
Com obstáculos a superar
E todas as vezes que eu tentei criar as minhas próprias regras
Eu morri e voltei pro começo da fase
Tive que decifrar qual era missão
Nenhum manual, nenhuma instrução
Cada fase que eu passei me fortaleceu
Para a pior que viria
E eu apenas segui jogando, torcendo pelo melhor
Quando eu finalmente chegar no fim desse jogo
Eu terei vencido ou morrido?
segunda-feira, 23 de junho de 2025
sábado, 21 de junho de 2025
Quando que os pensamentos começam a mofar, feder e virar lixo?
Todos os dias eu penso e coisas felizes por enésimos de segundos, como um morango vermelho, doce e azedo.
Mas a vida continua como uma fruta madura demais que fica ácida, mole, nojenta. E não tem como fugir das moscas.
Talvez a vida seja sim um morango, amadurecendo e apodrecendo.
quinta-feira, 29 de maio de 2025
Eu queria escutar o silêncio
Deixar que o chá quente diluísse o embrulhado do meu estômago
Que as sirenes parassem e as luzes se apagassem
Eu queria o conforto do abraço da minha mãe
O sorriso do meu vizinho idoso me dando bom dia
Como se um mal tal qual cair num poço significaria
Agora eu preciso, escalar, cavar ou desistir?
domingo, 11 de maio de 2025
Diário velho
Hoje eu achei um diário velho.
Resolvi escrever aqui somente as partes mais relevantes dele.
Mas eu percebi que muitas páginas eu já tinha arrancado, mesmo lá anos atrás:
"Todas as vezes que eu arranquei as páginas do meu diário e joguei fora, eu neguei a mim mesma quem eu fui e sou? Vários pedacinhos somados, catados, colados realocados, guardados, refeitos."
domingo, 30 de março de 2025
Você já viu uma folha de árvore cair?
Aquela que cai sem vendaval, sem estar seca, sem estar morta. Aquela que não é arrancada. Aquela que simplesmente cai.
Se você prestar atenção, ela não te chama para assistir, ela só entende que ali ela não cabe mais e que logo virá uma folha novinha “em folha” para substitui-la.
É uma beleza de um fim de ciclo que ao mesmo tempo que parece conformado, não confrontado, é poderoso e humilde.
Logo aquela folha que se desprendeu despretensiosa será uma folha seca que voará por aí ou com “sorte” fará companhia para outras folhas secas num monte de folhas secas nas quais eu adoraria pisar só para ouvir o farfalhar.
Da próxima vez que ver uma folha cair, preste atenção ao que ela te diz. Ela não vai te avisar, ela não vai dar nenhum sinal. Então, observe bem. Ela não deixa sua árvore sem a permissão e o conhecimento de Deus e sem ter cumprido sua missão.
Ela entende que o tempo dela ali se foi. Ela simplesmente sabe.
Às vezes, eu saio em busca desse fenômeno e não o vejo. Outras vezes, eu estou distraída e essa beleza me encontra, como que numa dança silenciosa de rodopiar, na sua viagem só de ida.
Você já viu uma folha de árvore cair?

