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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Senso (ação)

Você não entenderia a sensação mas eu vou descrevê-la mesmo assim:

Eu chutei uma pedra mas eu não senti dor
Era como se no momento exato ela se transformasse em algodão doce.
Eu não provei, é claro. Mas eu soube pelo cheiro e pela cor. Rosa.
Agora chutava o ar, chutava com força e não encontrava obstáculo...
Rolei na grama e senti o cheiro da clorofila e dos pulgões minúsculos.
Estalei a língua e a fumaça anil que eu observava enquanto deitada sobre a grama
Se transformou em carneiros de nuvens.
Foi bom... foi isso

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Claridade

É tanta luz, tanto brilho que meus olhos queimam.
Se fosse tão simples andar nesse caminho de raios iridescentes como é para mim tropeçar e cair em trevas,
Confesso que ficaria ao chão, apenas olhando para cima, contemplando o firmamento.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Diálogos de lobos

- Tenho muita certeza da relatividade de tudo que me cerca. Mas queria muito, mesmo que por breve momento relativizar o absoluto e ter por certo o mundo que eu quero, o meu mundo.
- Você está seguro conosco!
 (You are safe with us!)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A pequena boêmia

Eu não sei o nome dela, mas me lembro muito bem de como ela era.
Quando entrava no bar, pouco chamava a atenção para si. Aliás, muitas vezes ninguém a notava. Nem eu.
Mas era sempre a mesma. Baixa estatura. Talvez 1m 60cm, não sei ao certo. Sempre de camisa branca, gola exemplarmente engomada. Cabelo preso num rabo de cavalo. Dava pra perceber que tinha cabelos longos e bonitos. Franja e óculos. Para mim, não era o perfil das bêbadas que costumava encontrar. Mas ela tinha umas olheiras singulares. Talvez fosse a bebida.
Se eu ficasse sóbrio talvez pudesse penetrar anonimamente a mente da pequena boêmia.
Por que ela estava ali? Ah! Eu sabia o porquê eu estava. Eu era um fracasso. Todos sabiam. Emprego ruim, família desfeita, dívidas, falta de amor-próprio e qualquer outra desculpa que talvez eu encontrasse para estar ali bebendo ou melhor "chorando as mágoas". Mas e ela? Tão pequena e linda...
Ela não falava alto como as mulheres nas mesas ao lado. Ela simplesmente se sentava junto ao balcão perto da juke box, bem ali, onde tinha umas luzes azuis. Ali, ela ficava prateada. Parecia sobrenatural... Pedia sempre a mesma bebida, que eu não sei o que era. Demorava-se a dar o primeiro gole. E ficava ali a noite toda, aquela pequena boêmia...

Então formulei uma teoria para sua bebedeira. Ela deveria saber demais do mundo para ficar sóbria e enfrentar a realidade. Ser bonita e pequena não bastava a ela. Que injustiça o mundo reservara àquele ser infantil e belo?
Sabe o que ela não sabia? Que já sabia demais.

sábado, 13 de novembro de 2010

domingo, 22 de agosto de 2010

Absolem

Eu acho que seriam azuis as suas asas
Eu quis acreditar nisso
Como o céu pelo qual ela nunca voou
Como a flor silvestre que nunca beijou

Eu nunca a vi voar.
Mas fico feliz por ela ter visto o sol.
Será que suas asas seriam azuis?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Falta tanta sobra...

Queria ter sorrisos de sobra,

Uns pra mim, uns pra você, uns pra quem quisesse.

Queria ter tempo de sobra,

Assim tudo se realizaria, bastaria só esperar!

Queria ter amigos de sobra,

Quando algum se esquecesse, outro lembraria!

Queria ter lágrimas de sobra,

Pra chorar quando alguém chorasse...

Queria ter dinheiro de sobra,

O que ele comprasse eu teria!

Queria ter sarcasmo e ironia de sobra,

Acho que assim conseguiria ser mais realista!

Queria ter noites de sono de sobra,

Assim te encontraria mais vezes!

Queria ter você de sobra,

Daí não sentiria tanto sua falta!


...falta tanta sobra!
enquanto me falta a sobra disso tudo,
me sobra a percepção de que seguirei
sentindo que poderia sorrir mais, chorar mais,
ter mais dinheiro, sonhar menos ou sonhar mais,
      realizar mais!
Temo a sobra de percepção de que sobra tanta falta de você!



quinta-feira, 22 de julho de 2010

Overdose de cansaço

Aproveito a overdose de cansaço pra dizer coisas que não diria acordada.
Quem me julgará? Agora que digo o que me vem à cabeça, quem me condenará?
É a sexta ou sétima vez que ouço a mesma música, nem sei por quê!
Na verdade eu queria estar narrando tudo vindo de um sonho...porque assim eu estaria dormindo e descansando.
Mas meu status de overdose de cansaço me faz pensar e imaginar e minha cabeça não para um só instante de pensar e visualizar coisas bizarras, como quando vi um jacaré entrando pela janela do meu quarto!
Mas hoje eu viajei, estou numa terra que nunca vi! O amarelo do trigo é dourado nos campos e são montanhas que se movem, ora cá, ora lá. Elas dançam, na verdade. E há uma árvore. Não uma árvore que ri, mas uma que chora pois suas folhas de tão longas tocam o chão. E eu moro lá. Um túnel secreto cheio de luzes. Coloquei fotos penduradas nos galhos. Não lembro quem eram. Mas assim que entrei no refúgio...bateram asas. Brilharam no alto. Bem alto. Viraram estrelas!
E já estava no mar. Minha casa estava longe....muito longe. Afinal, onde estava minha casa? A árvore que entrelaçava seus cabelos como Rapunzel engolira tudo ao redor, mas os retratos não estavam mais lá. Então, parti. Não era mais meu lar. Não era meu lar.
Agora estou no mar.
Mar salgado pelas lágrimas das estrelas refletidas nele. Mar sem ondas. Sem vento. Não vou pra lugar nenhum. Nunca sairei daqui com minha jangada de palitos de picolé. Era tudo tão ínfimo. Mas as estrelas longínquas estavam ali, bem do meu lado, embora não pudesse tocá-las.
Ah! Pensei num dragão também. Um dragão que cospe gelo. Ele fez um favor. Congelou o mar.
Pena que a brancura do gelo não me deixou mais ver os retratos, as borboletas brilhantes que se tornaram estrelas. Ou talvez, fossem apenas isso: estrelas, pra quem dei rostos, e pendurei achando que poderia perpetuá-las comigo. O dragão me fez o favor. Elas não brilham mais ao meu lado. Eu não as toco. Mas o branco brilha bastante também. Não me queixo.
Assim como o trigo que dourava as montanhas dançantes!
Nas ilusões e viagens da minha mente...poderia eu estar na Lua? Quem sabe...uma pérola azul! Será que posso voltar pra onde vim? Será que posso voltar tudo do começo? Será que posso sempre voltar? Acho que não! A árvore lacrimosa já engoliu tudo ao redor! As montanhas talvez ainda dancem dentro dela, talvez o dragão a congele, mas eu não entro mais lá!

10:45 p.m.
bêbada de sono, ouvindo Beirut e cansada!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quero voltar a fazer uau!



Essa música é muito linda! Ouve aí tá? :D

Eu acho que deveria dizer algumas palavras sobre o que acho dela...mas ela é tão simples! Já diz tudo!
Quero viver as coisas simples da vida! Me maravilhar com as coisas "bobas"!
Quero voltar a fazer uaau!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O pequeno príncipe

Eu costumava ter um amigo, bem aqui no deserto onde caí por acaso.
Aprendi com ele, nas lições de uma raposa (que fora cativada por ele), que "o essencial é invisível aos olhos!"
Eu tenho tantas saudaaades dele!
O problema dos baobás, o carneiro e a flor amada! Será que as pessoas grandes não veem isso?
Elas estão ocupadas com números, com o jeito certo de usar os talheres, com burocracias, com Geografia e História.
Será que ninguém entende o desenho da cobra que engoliu um elefante? rsrs (isso me lembra a cobra e o porco-espinho kkk...outra históriaaa)
Mas eu tenho um pequeno príncipe (ou tinha rs)...ele costumava falar sobre tudo, também nunca desistia de uma pergunta, me fazia rir e me maravilhar com as coisas simples. Ele me deu seu sorriso de presente.
O mais importante foi que ele me cativou. Espero que ele nunca se esqueça que agora é eternamente responsável por mim. "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Alguém viu meu principezinho por aí? Quem sabe num deserto...conversando com uma cobra, uma raposa ou uma flor? Aaah que saudade do pequeno príncipe!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Bolhas de sabão

Aaaah hoje eu estou tão feliz que eu não poderia jamaaaais deixar esse post "down" (né Jhow?) no topo do meu blog. Tem que animaaar né não???
Então hoje vou falar de bolhas!
Aiai eu pensando em bolhas de sabão! Mas elas nos ensinam tanto sobre a vida!

Bolhas de sabão


Hoje eu estou muito leve e colorida e redonda.
Minha vida não tem pontas soltas, coisas a resolver, ou gris de tristeza.
Hoje eu posso voar o quanto eu quiser.
Aprendi a aproveitar o vento, as oportunidades, a brisa.
Hoje eu posso ir pra onde eu quiser.
Vi que a direção da vida sou eu quem tomo, com a ajuda do vento, da brisa.
Hoje eu não tenho sol, mas não quero chuva.
Como a bolha voaria se os pingos a fizessem se esvair?
Mas se eu tivesse sol, as bolhas brilhariam mais, muito mais.
Eu teria um arco-íris em cada uma delas. Só meu. Só pra mim.
Mas hoje eu não tenho sol. Mas também não tenho chuva.
Então, tenho bolhas! Não tão brilhantes, mas ainda assim incríveis, únicas!
E se você pensa que bolhas são idiotas, coisas bobas cheias de nada...
[Talvez até sejam (não sei)]
Lembre-se que a mesma coisa que mantém as bolhas voando, mantém você vivo.
É, acho que me convenci que as bolhas estão cheias de vida!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Alice

Como eu não poderia deixar de comentar o filme mais esperado da parceria mais doida do cinema (Tim Burton e Johnny Depp - não sei qual o mais doidinho rsrs), estou aqui para falar de Alice in Wonderland.
Não vou contar o filme. Se não, pra quem não viu perde a graça, mas vou dar minha opinião. POsso? I guess so!

O filme é visualmente lindo. Assistir em 3D então nem se fala.
Gostei dos paradoxos entre triste e alegre. Cores e gris.
O chapeleiro é sem dúvida o mais colorido e complexo personagem de todos. Seria ele realmente louco? A busca de Alice pra descobrir quem é, pra tomar suas decisões é sem dúvida um ingrediente essencial na criação dessa personagem única.
Gente, reparem que o olhar de todos, todos os personagens, são tristes! Aliás há muito implicíto no olhar de cada um. Achei fantástico o Tim Burton ter explorado isso.

A fantasia se mescla com a realidade. Sonho e mundo real. O que é real? Será que as convenções, costumes, regras sociais, manter as aparências, é o mundo real? Será que sorrir e sonhar te faz louco?

"O que tem a ver um corvo e uma escrivaninha?"

Não saber todas as respostas, buscar sempre um novo caminho, dar a si mesmo a oportunidade de sonhar e descobrir quem você é.

O filme faz-nos pensar. É com certeza muito mais que um devaneio e um show visual, fruto da imaginação de uma criança crescida; é uma crítica e uma reflexão. Talvez até uma introspecção.

Trilha sonora ótima! Amo a Avril (toca no finalzinho rsrs), atuações fantásticas (ameeeei o chapeleiro)...

Byeeee .. .. .. ..

segunda-feira, 22 de março de 2010

Childhood

There is a long long time I don't come here. I guess it's forsake there is a lot of things happenin' now. Responsabilities ;D
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In a certain moment of your life you must grow up. You must be an adult, not a child anymore.
But, I think to myself "why must we grow up?" "why cannot we be children forever?"
I try to figure it out but I can't.
Children are happier much happier!
When you're a child the world is big, the time is so much longer, and you never become sad. Everything looks like a joke and fun. Everything you remember makes you smile. Maybe even a lacking tooth smile!
When you fight to some friend of yours (yeah fight against a friend, because child has no enemy), you get uspet but after a little while you forget everything. And together children become happy again like they ever became before.
Although I must do a lot of adult stuffs I guess I can be a child a little more.
I've decided it. More fun, more laugh, more pillow fight.
More friends. More good friends.
I think I'll stop gettin' tall too.

Am I looking like a child? I really really hope so. Maybe I'll be happier.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Vestido azul

A moça sentou-se no canto mais escuro da praça. Vestia um vestido novo, azul. Ninguém a vira tão bela. Mas não importava mais porque ela não entrou na festa. Ela se aproximou da porta. Não sei o que ela viu, mas não a deixou feliz. Foi embora. Não foi longe. Foi na praça. Era perto, mas parecia um universo completamente aliendo agora. Um outro mundo talvez. "O lugar dela."
Sentada só, no chão, olhou pras paredes num canto da praça e viu pichações. Não entendeu no primeiro momento. Depois olhou de novo. Eram tão expressivas quanto "O grito" de Munch. Ela podia jurar que elas gritavam também. Quem estaria tão desesperado? Será que alguém sentia uma dor maior que a dela?

E, pensou:

"Eu sei que algumas coisas na vida eu nunca entenderei.

Por que pessoas que amamos nos fazem mal?

Por que você não serve pra uma pessoa e serve pra outra?

Por que o céu é azul?

Por que o céu é da minha cor favorita?

Ele foi feito pra mim?

Foi sim. Assim como os seus olhos. São verdes? São azuis?

São verdadeiros.

Eu vim sozinha e sozinha partirei. Mas pra onde? Eu esperava que você me indicasse a direção.

Mas você me deixou sozinha. Sem palavras. Eu não sei por quê. Talvez eu nunca entenda. Vou ter que seguir.

Pra entender as coisas que eu não entendo, talvez eu precise viver pra sempre.

É. Viverei pra sempre."

E, a moça enxugou do rosto as lágrimas que escorreram involuntariamente.

Ajeitou o vestido e, seguiu ETERNA. Foi procurar as respostas...

terça-feira, 2 de março de 2010

Dormir

Tô tão cansada...

Dormir não seria ruim.

Dormir não seria bom.

Mas eu Quero dormir.

Não quero sonhar e nem quero acordar.

Quero apenas dormir.

Se eu não acordasse mais, nunca mais, dormir seria bom ou seria ruim?

Tô tão cansada. Vou dormir.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

De que são feitas as estrelas?

Pensando em coisas que eu nunca vou entender...

É meio contraditório isso. Talvez perda de tempo.

Afinal, se eu nunca vou entender...



Eu queria poder deitar sob as estrelas
e não pensar em nada
só tentando descobrir de que elas são feitas!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Fairy Tale ♥

She lives in a fairy tale. Ela vive num conto de fadas.

E se o príncipe fosse o vilão???

Não como Edward Cullen. (Isso lembra uma frase dele, né? "If I were the bad guy?") Mas não como ele. Ele queria que Bella fosse feliz. Queria fazê-la feliz.

Mas sim como os vilões que destroem o sonho das criancinhas...que as fazem chorar...

Enfim, contos de fadas não existem! Existem???

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Curte aí gente, o meu favorito do PARAMORE, "Brick by boring brick"




sábado, 13 de fevereiro de 2010

Chuva e Sonho

Hoje ou ontem, não consegui discernir o tempo...mas acho que já se passava da meia-noite;
...Então foi hoje mesmo!!!
Hoje, tive o mesmo sonho dos dias anteriores...com a bênção de um intervalo de noites inteiramente sem sonhos, nem pesadelos...
Sonhei com algo que queria muito...e tinha! Mas percebi que quando acordei...não tinha nada e...chovia!
Não sei se é sonho ou pesadelo! Eu não quero sonhar de novo...
Então acho que é pesadelo...
Mas eu quero sonhar e quero entrar no sonho e não quero acordar...JAMAIS!

Então acho que era um SONHO...!!!

Acordei e chovia!!!