- Tenho muita certeza da relatividade de tudo que me cerca. Mas queria muito, mesmo que por breve momento relativizar o absoluto e ter por certo o mundo que eu quero, o meu mundo.
- Você está seguro conosco!
(You are safe with us!)
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
O velho, o menino e a ponte
Sempre tinha o velho e o menino e a ponte, no mesmo lugar, à mesma luz.
O quadro com a moldura envelhecida, pendente em um dos lados. Parecia que ninguém se importava de arrumá-lo. Eu virava a cabeça um pouquinho e conversava com o velho. O menino parecia sempre distante.
Mas eu não entendia a ponte. O velho me parecia feliz e suas conversas sobre a chuva e sobre o tempo nunca me fizeram duvidar de sua sanidade ou de seu bem-estar emocional, mas o menino descalço parecia muito distante. Dava a impressão de ter sido colocado ali depois; bem próximo à beirada da ponte, quase se precipitando dela. Garoto infame, parecia gargalhar e morrer de dor ao mesmo tempo. Zombava do quê?
Da vida? Do velho? Da ponte?
Por que ele estava ali?
Ele me olhou uma última vez, nem como uma despedida. Foi mais como um convite para que eu ficasse eternamente na dúvida, para que eu me corroesse tentando achar as respostas. Ele zombava de mim. Era isso.
O menino e o velho e a ponte...o menino distante e zombador.
Quando se virou com seu convite à minha perturbação, acenei com a cabeça e ele pulou.
Zombando de mim e da morte.
Sempre tinha o velho e a ponte, no mesmo lugar, à mesma luz.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
O cuidador
E ele cuida. Olha. Sente.
E sorri quando ela pisca um dos olhos para ele.
Sente a temperatura febril da moléstia dela.
Está sempre por perto, só para saber se está tudo bem.
Às vezes nem sabe sobre o que falar. Então fica em silêncio.
Mas a olha. Ele a olha com os olhos mais ternos.
Quando ela se quebra, ele morre.
Damien Rice me insirou. :D
E sorri quando ela pisca um dos olhos para ele.
Sente a temperatura febril da moléstia dela.
Está sempre por perto, só para saber se está tudo bem.
Às vezes nem sabe sobre o que falar. Então fica em silêncio.
Mas a olha. Ele a olha com os olhos mais ternos.
Quando ela se quebra, ele morre.
Damien Rice me insirou. :D
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Amor finito (parte III)
E no amor, na amizade, na vida
Não há contrato com cláusula
Para que lhe devolvam a noite perdida.
Não há tempo a ser restituído
Não há paga pelo dado
Ninguém cola o partido.
Quando a pessoa se vai
Leva de você,
Você mesmo quando dela
E se olhar para trás
Verá que, você, ainda tem muito dela.

