quarta-feira, 25 de junho de 2025

 Quantos universos cabem dentro dos seus olhos?

A vida é como um jogo infinito que eu não sei as regras

Eu não pedi para jogar

Simplesmente fui jogada nessa arena 

Com obstáculos a superar

 

E todas as vezes que eu tentei criar as minhas próprias regras

Eu morri e voltei pro começo da fase

Tive que decifrar qual era  missão

Nenhum manual, nenhuma instrução

 

Cada fase que eu passei me fortaleceu

Para a pior que viria

E eu apenas segui jogando, torcendo pelo melhor 

Quando eu finalmente chegar no fim desse jogo

Eu terei vencido ou morrido?


segunda-feira, 23 de junho de 2025

Acho que ela se sente em casa quando o dia vira noite e a tempestade chega, porque ela sempre foi intensidade, turbulência. Nunca foi garoa…

sábado, 21 de junho de 2025

 Acho que Picasso sabia que iríamos amar ver tudo picotado milimetricamente organizado. Um caos para quem vê de perto e um vislumbre épico para quem vê o quadro completo.

Me disseram:

“Estabeleça metas realistas.”

E eu agoniada por nem mesmo saber mais o que é real.

Quando que os pensamentos começam a mofar, feder e virar lixo?

Todos os dias eu penso e coisas felizes por enésimos de segundos, como um morango vermelho, doce e azedo.

Mas a vida continua como uma fruta madura demais que fica ácida, mole, nojenta. E não tem como fugir das moscas.

Talvez a vida seja sim um morango, amadurecendo e apodrecendo.

Uma vez Pablo Neruda perguntou:

“Conversa a fumaça com as nuvens?”

Eu acho que elas discutem e quando a nuvem chora

Elas se separam e vão embora.