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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sempre a dor... sempre ela

Por que sempre abaixo a cabeça diante da dor?
Eu devia era erguê-la, isso sim! E agradecer a Deus por sentir.
Valha-me!, pois quantos "humanos sem sentidos" vejo viver.
Com instintos animais, somente se contentam em passar pela vida, sem plenamente vivê-la.
É a dor, sempre ela, me mostrando o quanto a vida vive em mim.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

à margem

Hoje eu conheci uma senhora com o sobrenome de Boa Morte e fiquei pensando "quando a morte seria boa?"
Ela não teve pais. Só mãe. Com o sobrenome Boa Morte também; e ela morreu jovem.
Perguntei para a senhora quem a criou.
- Minha avó, que também morreu cedo. - respondeu a senhora.
- E a senhora nunca se casou?
- Não. Para quê? Só vejo gente reclamando de seus casamentos.

Silêncio.

- A senhora mora onde?
- Cada dia num lugar.
- Agora a senhora mora com quem?
- Com dona Maria e o marido dela. Eles me deixam dormir lá.

Eu nem tive mais o que dizer. Mas me arrisquei:
- Tenha fé! Vai dar tudo certo.

Ela agradeceu:
- Fica com Deus, minha filha!

Abaixei a cabeça, agradeci e desejei que a morte não a encontrasse jamais ou que antes ela tivesse um lar, um filho ou um cachorro. Algo que fosse seu. Algo que ela deixasse ao mundo, alguma parte dela, para que alguém pelo menos saiba que ela viveu, que ela sofreu mas que sentiu e que alguém notou...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O velho, o menino e a ponte

Sempre tinha o velho e o menino e a ponte, no mesmo lugar, à mesma luz.
O quadro com a moldura envelhecida, pendente em um dos lados. Parecia que ninguém se importava de arrumá-lo. Eu virava a cabeça um pouquinho e conversava com o velho. O menino parecia sempre distante.
Mas eu não entendia a ponte. O velho me parecia feliz e suas conversas sobre a chuva e sobre o tempo nunca me fizeram duvidar de sua sanidade ou de seu bem-estar emocional, mas o menino descalço  parecia muito distante. Dava a impressão de ter sido colocado ali depois; bem próximo à beirada da ponte, quase se precipitando dela. Garoto infame, parecia gargalhar e morrer de dor ao mesmo tempo. Zombava do quê?
Da vida? Do velho? Da ponte?
Por que ele estava ali?
Ele me olhou uma última vez, nem como uma despedida. Foi mais como um convite para que eu ficasse eternamente na dúvida, para que eu me corroesse tentando achar as respostas. Ele zombava de mim. Era isso.
O menino e o velho e a ponte...o menino distante e zombador.
Quando se virou com seu convite à minha perturbação, acenei com a cabeça e ele pulou.
Zombando de mim e da morte.
Sempre tinha o velho e a ponte, no mesmo lugar, à mesma luz.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

me

O tempo me influencia tanto que hoje só quero ouvir Coldplay :)

domingo, 1 de abril de 2012

Gás

Eu não sei
Se é o buraco
Se é o céu...
Mas é algo sufocante.
Tristeza demais, felicidade demais...
E eu não consigo respirar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Entardecer

Está ficando tarde.
Está se formando a tarde.
Mas a noite nunca é capaz
Nunca é  demasiado ontem
Que eu não possa voltar atrás.

Está ficando tarde
Mas eu realmente não me importo.

Caminhando de encontro à noite
Ainda é muito cedo para a manhã
da minha tarde
Então concluo em pensamentos evasivos:

"A noite nunca será capaz
De me impedir de metamorfosear
Pois nunca é demasiado ontem
Que eu não possa voltar e mudar."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quem?



"aquela pessoa que te deixa sem chão, que te leva pro céu com um sorriso, que deixa seu mundo todo colorido, que te faz cantar e sorrir para os estranhos na rua, que te leva ao Paraíso com o som da sua voz, que te faz procurar arco-íris em dias de chuva, que te rouba de você mesmo só para te fazer feliz."

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Se a esperança...

Se a esperança é a última a morrer,
Por que eu que me julgava tão esperançosa,
Tão sonhadora, já morri?
E haverá quem me acordará,
Me fará abrir os olhos para não morrer?
Se acenderes a luz da esperança quem me garantirá
Que ela não vai se apagar
Por um breve momento,
O momento de meu supiro final?
Talvez, se eu acreditasse, não morresse.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Espera

Esperar, ouvir o tempo e contar a noite.
Esperar, ouvir a noite e contar o dia.
Esperar, ouvir o dia e contar o tempo.
À espera de...
...passar o tempo.
...passar os dias e
negar as noites.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

E se eu falar, falar, falar...
Você ouvirá? Olhará pra mim e verá o que minhas palavras não dizem?
Se eu falar, falar, falar em silêncio,

Você me ouvirá?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano novo?

Ano novo? Mais do velho.
Nada há realmente de novo se a vida caminha linear em direção ao fim, passando pelo "velho".
O fato é que, mudamos de 2010 para 2011. Isso no começo atrapalha. Ao asssinar cheques, documentos, o "ano velho" insiste em vir às pontas de nossas canetas.
Tirando o fato da data, o que muda? O dia continua a seguir sua rota.
Ora dia. Ora noite.
A rotina continua. Ora chata. Ora boa.
Dizer o que se espera pra esse ano deveria ser dizer o que se quer pra vida.
Eu quero viver pra sempre. Então que "seja eterno enquanto dure" o ano novo com mais do velho do que nunca!

sábado, 11 de dezembro de 2010

O todo inteiro

Ao leão, à fera, a carne
Ao homem sangrando, a arte
Ao todo inteiro, uma parte

Ao menino, o palhaço
À mãe, apertado abraço
Ao todo inteiro, um pedaço

Às gaivotas, liberdade
Aos amores, doce saudade
Mas ao todo inteiro, a metade

Ao culpado o julgamento
À ferida, a cura do tempo
Ao todo inteiro, o tormento.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Que gosto tem?

Que gosto tem a vitória?
Eu sempre ouço falarem do "sabor da vitória"!
E qual será? Fiquei pensando nisso, por vezes.
Agora eu vejo que é o sabor doce, que enche sua boca de água e você tem que gritar. Ou você se afoga. =)
Mas é isso que você faz. Você grita. Grita qualquer coisa. (Tem gente que grita: "Selvaaaaaaa!" kkk)Você é ouvido. Você tem que ser ouvido. Você se ouve. Todos te ouvem. Porque você venceu.
Ah!... não sei dizer se é doce como chocolate. Mas a vitória é realmente saborosa!
À mais uma etapa vencida, ao obstáculo superado. Parabéns pela vitória!

sábado, 13 de novembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Arma carregada

Viver sob a mira de uma arma carregada...direto na sua cabeça!
Como seria isso?

Emoções:
Medo x Adrenalina x Ânsia de viver x Dor x Redenção x Arrependimento

Sons:
Rock, Tambores, Inspiração, Expiração, Gemido

Cheiros:
Suor, Sal, Ferro, Sangue

Sensações:
Frio, Calor, Tremor, Paz, Perturbação

Gostos:
Acridoce, Saliva, Suor, lágrima, comida favorita

Visões:
Embaçamento, Chão, Dia feliz, Dia triste, todos os dias, mãos fechadas em punhos, alguém chorando

Vida:
Intensa, Curta, Insegura, no Limite.
Remorso, Dor, Angústia.
Diante da Morte é quando você mais se sente VIVO.
Ouve todos os sons, sente todos os gostos.
Vê alguém chorando. Enfim, alguém se importa.
Vive tudo. Vive de verdade à mira de uma arma carregada.



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Pensei sobre, ouvindo pela terceira ou quarta vez The Catalyst, Linkin Park.
http://letras.terra.com.br/linkin-park/1710832/