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domingo, 12 de fevereiro de 2012
Doce amor
- Pai, o que é amor?, pergunta a garotinha de botas azuis.
- É quando você quer abraçar a pessoa para sempre, e ela tem gosto doce e o mundo fica colorido. - responde paciente e docilmente o pai.
- Ah, então o amor é para ser feliz né, pai?
- É sim, filha.
E a garotinha, cabisbaixa se lembrou do menininho da escola, das cartas rasgadas e de como ele sempre lhe mostrava a língua suja de groselha na hora do recreio.
- Era para ser feliz, né pai?, pensou.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Entardecer
Está ficando tarde.
Está se formando a tarde.
Mas a noite nunca é capaz
Nunca é demasiado ontem
Que eu não possa voltar atrás.
Está ficando tarde
Mas eu realmente não me importo.
Caminhando de encontro à noite
Ainda é muito cedo para a manhã
da minha tarde
Então concluo em pensamentos evasivos:
"A noite nunca será capaz
De me impedir de metamorfosear
Pois nunca é demasiado ontem
Que eu não possa voltar e mudar."
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Belo céu de cinza dia
Belo céu de cinza dia!
Que belo céu cinza!
Chuva? Não me importo com ela, agora concentro-me no cinza.
Quis muitos amarelos, muitos alaranjados e até os vermelhos, mas agora basta-me contemplar o cinza.
Eu nunca o vejo à noite, no noturno ele é tão negro, por isso sua beleza, só pode ser apreciada em dias, dias de dia e não de noite, quando o amarelo se vai, o azul se esconde e tudo tem aquele tom nostálgico.
Aquele som de cinza que lembra, biscoitos com leite, que te fazem ver de novo, como um filme em flashes, a infância, desenhos animados na TV, enquanto você está envolto numa proteção de cobertor, calor e mãe.
Em belos dias cinzas, o verde também fica diferente. Acho que ele para. Para de se mover, só para se render ao cinza, e se este quiser, o verde se curva, se prostra, saudoso.
Eu não disse que o cinza é feliz, ou que me deixa feliz. Disse: é belo.
E o é, de fato. Há muita beleza em se remeter ao triste, pois as lembranças, as dores, os temores, as aflições, tudo que nos faz chorar e que nos faz sentir, nos lembra o quanto somos humanos e não há nada mais belo que "Ser humano".
Belo dia de céu cinza...
Belo céu de cinza dia...
Que belo céu cinza!
Chuva? Não me importo com ela, agora concentro-me no cinza.
Quis muitos amarelos, muitos alaranjados e até os vermelhos, mas agora basta-me contemplar o cinza.
Eu nunca o vejo à noite, no noturno ele é tão negro, por isso sua beleza, só pode ser apreciada em dias, dias de dia e não de noite, quando o amarelo se vai, o azul se esconde e tudo tem aquele tom nostálgico.
Aquele som de cinza que lembra, biscoitos com leite, que te fazem ver de novo, como um filme em flashes, a infância, desenhos animados na TV, enquanto você está envolto numa proteção de cobertor, calor e mãe.
Em belos dias cinzas, o verde também fica diferente. Acho que ele para. Para de se mover, só para se render ao cinza, e se este quiser, o verde se curva, se prostra, saudoso.
Eu não disse que o cinza é feliz, ou que me deixa feliz. Disse: é belo.
E o é, de fato. Há muita beleza em se remeter ao triste, pois as lembranças, as dores, os temores, as aflições, tudo que nos faz chorar e que nos faz sentir, nos lembra o quanto somos humanos e não há nada mais belo que "Ser humano".
Belo dia de céu cinza...
Belo céu de cinza dia...
sábado, 13 de novembro de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Absolem
Eu acho que seriam azuis as suas asas
Eu quis acreditar nisso
Como o céu pelo qual ela nunca voou
Como a flor silvestre que nunca beijou
Eu nunca a vi voar.
Mas fico feliz por ela ter visto o sol.
Será que suas asas seriam azuis?
Eu quis acreditar nisso
Como o céu pelo qual ela nunca voou
Como a flor silvestre que nunca beijou
Eu nunca a vi voar.
Mas fico feliz por ela ter visto o sol.
Será que suas asas seriam azuis?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O picolezeiro!
Hey! Passando de ônibus por uma das praças mais antigas da cidade, vi uma figura familiar sentada junto ao seu carrinho colorido de picolé!
Eu comecei a relembrar a época em que eu costumava correr atrás desse homem, com minhas moedinhas na mão! Às vezes, meus primos e eu ficávamos perturbando o "moço do picolé" apertando a buzininha que era um verdadeiro chamativo de crianças.
Eu comprava picolés dele quando estava na casa da minha vó. Ele passava todos os dias lá.
Descobri com certa nostalgia que ele ainda passa todos os dias por lá...sou eu que não estou lá...pra correr atrás dele pedindo um picolé de R$ 0,30 (se é que ainda existe um picolé tão baratinho rsrs)
Naquela época as tardes eram mais longas, recheadas de brincadeiras. E estavam todos lá: Lili, Gugu, Toberal, Muna, Rafa, Jojo ou Donta (apelidos carinhosos daqueles que corriam as ruas de cascalho, que agora já são adultos e nem sei se ainda tomam picolé =/ )
Mas esses dias, estava sentada na varanda da casa dos meus avós, conversando com a filha da minha prima, uma princesinha que agora tem 9 anos. De repente ouvimos a buzina que logo reconhecemos e saímos correndo pra dentro de casa atrás das moedas que pudéssemos encontrar, perguntando qual sabor era o preferido do vô....
Com o rosto e língua "melecados" e vermelhos de groselha, eu sorri pra ela e disse assim:
-Sabia que esse moço (que agora é um velho senhor) era o nosso picolezeiro quando éramos crianças? Quando eu tinha a sua idade, ele já passava por aqui....
Além da saudade dos tempos em que estar na casa dos meus avós, brincando com meus primos, correndo atrás de alguma coisa qualquer, ou do picolezeiro, fiquei pensando, enquanto seguia o resto do meu trajeto no ônibus até a faculdade: por que ele ainda é picolezeiro? Será que ele nunca quis fazer nada diferente? Por que ele não arruma um "emprego de verdade"? Será que ele gosta? Ou será que ele lava dinheiro vendendo picolé com dinheiro de tráfico? kkkkk eu realmente não sei! A verdade é que ele está lá todos os dias. Eu nunca conversei com ele e eu nem sei o nome dele. Será seu Zé? João? Vai saber...pra sempre ele será o picolezeiro, o moço do picolé!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Quero voltar a fazer uau!
Essa música é muito linda! Ouve aí tá? :D
Eu acho que deveria dizer algumas palavras sobre o que acho dela...mas ela é tão simples! Já diz tudo!
Quero viver as coisas simples da vida! Me maravilhar com as coisas "bobas"!
Quero voltar a fazer uaau!


