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quinta-feira, 22 de março de 2012

Em desconstrução

Desmanchando em cada fio de vida.
Amando o caos e a desconstrução. 
Deve ser por isso que
o meu cabelo está sempre bagunçado.
E eu tô flutuando dentro duma bolha
como se não estivesse no mundo
como se apenas o observasse de longe
E não fizesse interferência
Não fizesse diferença...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Amor finito (parte III)

E no amor, na amizade, na vida
Não há contrato com cláusula
Para que lhe devolvam a noite perdida.

Não há tempo a ser restituído
Não há paga pelo dado
Ninguém cola o partido.

Quando a pessoa se vai
Leva de você,
Você mesmo quando dela
E se olhar para trás
Verá que, você, ainda tem muito dela.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Amor finito (parte II)

Quando a gente jogava xadrez
Você sempre ganhava.
...

Porque eu te amava.

Amor finito (parte I)

É tanto você, você e você
Que não existe mais eu.

Ou será que se fundem
o seu egoísmo e minha insanidade?

Louca de aceitar o você
Esquecendo-se do eu.

É tanto você, você e você
Que perco a identidade.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Paz de mim

Aquele senso de "completude".
Aquela ânsia de ócio.
A paz mental.

Não é paixão.
É calma...
Solidão e só.

É o olhar no espelho
E se bastar
Com muito

de só VOCÊ.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Chuva

Esse som que me dá paz
e relembra o quanto estou só
E o branco que o transparente faz
Desatando os mesmos nós.

Se é para lavar
Que lave.
Se é para me deixar
Que me leve!

E quando o som ficar mais forte
e o resistir me falhar,
à caminho da morte, ao encontro da sorte
Vou me molhar.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ela quis.

Ela quis sentir uma mão no ombro,
quis chorar em frente à alguém,
quis sorrir no fim do choro,
quis cantarolar o seu decoro.

Ela quis chamar e ser ouvida,
quis fugir, sair corrida,
quis dormir, sonhar,
acordar sem despedida.

Ela quis que tudo fosse o todo
o perfeito
o completo.
E que o todo fosse tudo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Espera

Esperar, ouvir o tempo e contar a noite.
Esperar, ouvir a noite e contar o dia.
Esperar, ouvir o dia e contar o tempo.
À espera de...
...passar o tempo.
...passar os dias e
negar as noites.

sábado, 11 de dezembro de 2010

O todo inteiro

Ao leão, à fera, a carne
Ao homem sangrando, a arte
Ao todo inteiro, uma parte

Ao menino, o palhaço
À mãe, apertado abraço
Ao todo inteiro, um pedaço

Às gaivotas, liberdade
Aos amores, doce saudade
Mas ao todo inteiro, a metade

Ao culpado o julgamento
À ferida, a cura do tempo
Ao todo inteiro, o tormento.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Falta tanta sobra...

Queria ter sorrisos de sobra,

Uns pra mim, uns pra você, uns pra quem quisesse.

Queria ter tempo de sobra,

Assim tudo se realizaria, bastaria só esperar!

Queria ter amigos de sobra,

Quando algum se esquecesse, outro lembraria!

Queria ter lágrimas de sobra,

Pra chorar quando alguém chorasse...

Queria ter dinheiro de sobra,

O que ele comprasse eu teria!

Queria ter sarcasmo e ironia de sobra,

Acho que assim conseguiria ser mais realista!

Queria ter noites de sono de sobra,

Assim te encontraria mais vezes!

Queria ter você de sobra,

Daí não sentiria tanto sua falta!


...falta tanta sobra!
enquanto me falta a sobra disso tudo,
me sobra a percepção de que seguirei
sentindo que poderia sorrir mais, chorar mais,
ter mais dinheiro, sonhar menos ou sonhar mais,
      realizar mais!
Temo a sobra de percepção de que sobra tanta falta de você!



sexta-feira, 4 de junho de 2010

O mês de Junho


Ninguém disse que seria fácil o mês de Junho.
Ele se ergueu como um sonho no meio do ano.
Ninguém o viu chegar.
Eu dormi e acordei e era Junho.
Eu nasci, o amor nasceu, vidas se foram.
Em Junho.
O amor morreu, eu cresci, o sol se levantou e se pôs.
Em Junho.
É em Junho também que os primeiros ventos frios do inverno começam a soprar.
Mas eu não tenho medo.
Vou viver o que os outros meses me trouxeram.
Antes de Junho.
Ninguém disse que seria fácil o mês de Junho.
Mas ninguém disse que ele seria pra sempre.
Há vida em Junho. Há a minha vida em Junho.
E vou aproveitar e ver Junho passar depressa e se tornar
Julho.





Em memória dos que se foram em Junho.
Alberto Fernando Silva de Arruda
Witor Alex Ferreira.
Tiago Alexandre Rodrigues(13/12/1979 - 15/06/1999)



 
Saudades.