Oi, nostalgia...
Você nunca vem, nunca aparece.
E agora, aqui, fazendo meus pelos eriçar com aquela música velha.
Justamente a música que diz "Welcome Home", o único lugar na face da terra que é meu no meu mundo de papel e luzes coloridas.
Sou muito welcome e eu sei. Para a minha nostalgia. A minha, a minha...a mim.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
Quero me fechar
Quero me fechar
Trancar minhas portas e janelas
Pra ninguém mais entrar
Pra ninguém mais me usar.
Mas eu sou usável...
porque minha vida é,
sempre tem sido
para os outros.
Outros, que são maus inquilinos.
Entram, bagunçam e vão embora.
Quero me fechar
Pra ninguém mais me usar.
Oh, se eu pudesse me amar mais...
Trancar minhas portas e janelas
Pra ninguém mais entrar
Pra ninguém mais me usar.
Mas eu sou usável...
porque minha vida é,
sempre tem sido
para os outros.
Outros, que são maus inquilinos.
Entram, bagunçam e vão embora.
Quero me fechar
Pra ninguém mais me usar.
Oh, se eu pudesse me amar mais...
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Senso (ação)
Você não entenderia a sensação mas eu vou descrevê-la mesmo assim:
Eu chutei uma pedra mas eu não senti dor
Era como se no momento exato ela se transformasse em algodão doce.
Eu não provei, é claro. Mas eu soube pelo cheiro e pela cor. Rosa.
Agora chutava o ar, chutava com força e não encontrava obstáculo...
Rolei na grama e senti o cheiro da clorofila e dos pulgões minúsculos.
Estalei a língua e a fumaça anil que eu observava enquanto deitada sobre a grama
Se transformou em carneiros de nuvens.
Foi bom... foi isso
Eu chutei uma pedra mas eu não senti dor
Era como se no momento exato ela se transformasse em algodão doce.
Eu não provei, é claro. Mas eu soube pelo cheiro e pela cor. Rosa.
Agora chutava o ar, chutava com força e não encontrava obstáculo...
Rolei na grama e senti o cheiro da clorofila e dos pulgões minúsculos.
Estalei a língua e a fumaça anil que eu observava enquanto deitada sobre a grama
Se transformou em carneiros de nuvens.
Foi bom... foi isso
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Claridade
É tanta luz, tanto brilho que meus olhos queimam.
Se fosse tão simples andar nesse caminho de raios iridescentes como é para mim tropeçar e cair em trevas,
Confesso que ficaria ao chão, apenas olhando para cima, contemplando o firmamento.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Before we all burn
Antes que tudo e todos se queimassem, antes que o fogo levasse todas as lembranças embora, eu guardei um retrato e um caderno junto ao peito, sorri e vivi eterna.
Antes que o fogo levasse tudo embora.
Before we all burn.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Diálogos de lobos
- Tenho muita certeza da relatividade de tudo que me cerca. Mas queria muito, mesmo que por breve momento relativizar o absoluto e ter por certo o mundo que eu quero, o meu mundo.
- Você está seguro conosco!
(You are safe with us!)
- Você está seguro conosco!
(You are safe with us!)
quinta-feira, 10 de maio de 2012
O velho, o menino e a ponte
Sempre tinha o velho e o menino e a ponte, no mesmo lugar, à mesma luz.
O quadro com a moldura envelhecida, pendente em um dos lados. Parecia que ninguém se importava de arrumá-lo. Eu virava a cabeça um pouquinho e conversava com o velho. O menino parecia sempre distante.
Mas eu não entendia a ponte. O velho me parecia feliz e suas conversas sobre a chuva e sobre o tempo nunca me fizeram duvidar de sua sanidade ou de seu bem-estar emocional, mas o menino descalço parecia muito distante. Dava a impressão de ter sido colocado ali depois; bem próximo à beirada da ponte, quase se precipitando dela. Garoto infame, parecia gargalhar e morrer de dor ao mesmo tempo. Zombava do quê?
Da vida? Do velho? Da ponte?
Por que ele estava ali?
Ele me olhou uma última vez, nem como uma despedida. Foi mais como um convite para que eu ficasse eternamente na dúvida, para que eu me corroesse tentando achar as respostas. Ele zombava de mim. Era isso.
O menino e o velho e a ponte...o menino distante e zombador.
Quando se virou com seu convite à minha perturbação, acenei com a cabeça e ele pulou.
Zombando de mim e da morte.
Sempre tinha o velho e a ponte, no mesmo lugar, à mesma luz.


