terça-feira, 21 de junho de 2011

Pra não passar em branco

Inspirada pelo Jhow no post dele no http://jhow-rodrigues.blogspot.com/ e http://psychoticwriters.blogspot.com/ , resolvi deixar NÃO passar em branco.
Não vou deixar passar em branco que já é junho e que tenho vivido e não apenas existido.
Eu tô cansada, maas é porque tô passando pela vida, tô correndo por ela, e não o contrário.
Viva os amores e as dores, sinto, logo existo!

E não abandonemos o blog nosso de cada dia! :*

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Espera

Esperar, ouvir o tempo e contar a noite.
Esperar, ouvir a noite e contar o dia.
Esperar, ouvir o dia e contar o tempo.
À espera de...
...passar o tempo.
...passar os dias e
negar as noites.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Thiago Costa :
Ele tem um jeito de pedra quando se move...

Eu:
E o azul, o anil, todos os tons de brisa se mesclam num branco áureo, reluzente.
Olha para trás e tudo o que vê é o que ainda verá.
Movendo-se imóvel, é mais rápido que a luz que o cerca.
Apenas fecha os olhos então, contempla o vazio movendo-se com jeito de pedra em direção ao exordial...
Ele nunca soube que nunca sairá dali, pois para ele já saiu.
 
 
 
Brigada pela contribuição Mestre.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

E se eu falar, falar, falar...
Você ouvirá? Olhará pra mim e verá o que minhas palavras não dizem?
Se eu falar, falar, falar em silêncio,

Você me ouvirá?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Às vezes digo "sim" apenas para não me exaustar na explicação do porquê não concordar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

organizar...

Organizar, por quê?
Pra quê?
Os árabes leem de trás para frente.
Organizar é colocar em ordem?
Tá, mas, em qual ordem?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Livro queimado

Você tinha todas as súplicas do dia cansado.
Quando li as letras que sobraram da pugna de fogo que encontrastes, chorei.
Ouvi a música do sabor que as letras tinham.
O que, você, amassado livro verde, guardava pra me influenciar tanto?
No dia da chuva de pedras olhei para você, em cima da escrivaninha, as negras letras grandes me disseram que eu estava salva, que eu estava em paz.
No dia em que choveu fogo, não suportei olhar pra você.
Hoje chove de novo. Fogo.
Devolvo você ao seu lugar. Refugo.
Queime-se, vá para a chuva de fogo.
Eu ficarei aqui me lembrando do gosto defumado de palavras amargas ainda não-ditas.